terça-feira, 29 de abril de 2008

Quando aprendes a lembrar de ti mesmo...

Há dias nos quais te esqueces pelos cantos do teu ser.
Dias em que não permites ser percebido pela luz da vida.
Dias estes em que deixas de existir, vivendo e respirando somente o que possa distrair-te ainda mais de ti mesmo.
Sim, há dias em que não tens vontade de rezar, de meditar, de conversar, tampouco ouvir o seu próprio coração.
Há dias em que a vontade é viver outras coisas que não aquelas que te fazem ficar frente a frente com a tua própria existência real e absoluta.
Uma existência que, momentaneamente, parece não te agradar.
Algo assim como não querer ver as múltiplas responsabilidades que delegaste a ti mesmo.
Algo como esquecer da importância de ter a sua chama interna reluzindo fortemente, haja o que houver.
Sim, há dias em que a vida parece tão igual, que a tua vontade é desistir e silenciar.
Mas, pensa por um instante sobre a desistência de ti mesmo; pensa sobre as tuas múltiplas habilidades para vencer qualquer obstáculo.
Pensa um pouco mais e tenta sentir o que significa estar vivendo este momento.
Verás que se deres apoio à luz que insiste em brilhar, a direção de ti mesmo será retomada e, rapidamente, resgatarás o que nem sabia haver perdido e perceberás, com um leve sorriso entre os lábios, a alegria que colore a luz que há de vir em teu olhar.
E, bem dentro de ti, lá nas curvas do teu coração, algo se mostrará agradecido pela tua decisão.
Vê, quando aprendes a lembrar de ti mesmo, aprendes a não mais se perder na angústia de sentir o que não és.
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Autoria de Morgana Santos (http://www.oitodeagosto.blogspot.com/)

Uma frase...

"Os iusti meditabitur sapientia et lingua eius loquetur iudicium".
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Curioso??? Deixe de preguiça, pesquise, batalhe para traduzir ou se nada der jeito...
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-Use o Google!!!!

Texto antigo...

Considero este um dos melhores textos que já produzí (quem sabe o melhor). O momento era bem propício, pois estava em um caldeirão de emoções. Não custa nada relembrar...
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GANHAMOS A DERROTA
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É torcedor brasileiro, nós ganhamos...
Ganhamos à derrota,não de uma vez
Mas uma de forma progressiva
Perdemos não para a França de Zidane, Henry e companhia (novamente)
Mas para também para os outros adversários: Niko Kovac, Cahill, Kawagushi,Michael Essien...Estranho, não é mesmo???
Como perdemos para os outros adversários???
É simples... ganhamos, mas não convencemos!!!
Vimos uma seleção que tropeçava... “jogava pro gasto” como diziam
Que prometia espetáculo, esperávamos pacientemente, mas o mesmo não surgia...
O que vimos foi uma aula de geometria em vez de futebol
Falavam sempre em quadrados mágicos, triângulos, linhas...
Mas que eles fiquem no seu lugar, na matemática
Uma ciência exata, ao contrario do esporte
Que sempre traz surpresas... ora boas, ora desagradáveis.
Estamos acostumados com o sabor doce da vitória
Quando perdemos, ficamos infelizes
Somos a “Pátria de Chuteiras”, temos no futebol nosso maior exemplo do “vencer”
De um país que esquece de seus problemas na hora do Hino da Seleção
Não seria “Nacional”??? Não... da Seleção!!!
Só o cantamos assim, na hora dos esportes, sejam coletivos ou individuais
É onde a maioria de nós temos orgulho de ser Brasileiros
De mostrar o nosso amor pela "Pátria-mãe Gentil"
De quando colocamos a mão no "Lado esquerdo do peito" (lembra a música???)
De quando vestimos as nossas cores (combinação brega, dizem alguns)
O verde das nossas matas (devastadas por madeireiros inescrupulosos)
O amarelo de nosso ouro (todo levado quando éramos colônia portuguesa)
O azul de nosso céu (que está cada vez mais cinza com a poluição)
O branco de nossa bandeira, que representa a paz (que paz???)
Agora vimos uma lição, que às vezes esquecemos
Que não devemos esperar sempre de quando se é o melhor
Pois o “melhor” também pode cair... Vimos muitos exemplos
Enfim, acabou a Copa do Mundo... “É só um jogo”
Como disse um célebre narrador: "É brasileiro, a vida continua...”
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Escrito em 01 de julho de 2006, após a derrota da Seleção Brasileira contra a França (entre os ultimos 20 minutos do jogo e mais 20 minutos após).

Um parabéns Especial...

13.851 kkkk Fala linda Lúh, passando aqui pra te desejar um ótimo aniversário.
Lembro que te conheci exatamente em um desses especiais, mas não me lembro se foi no que você tinha treze ou quinze anos.
Bom, o tempo não importa, apenas melhora o que já está bom, desde aquele tempo observei que não mudasse muita coisa, a não ser o fato de ter se tornado uma das meninas mais conhecidas de SCC (rsrsrsrsrssrsr), mas no caráter e na alegria continuas sempre do mesmo jeito (graças a Deus).
Que sejas ricamente abençoada, não somente nesse seu dia, mas em todos os outros.
Que ganhes sempre de presente muita sabedoria, saúde, fé, amor e muita paz.
Pelo visto, não foi somente você que ganhou presente hoje, mas todos aqueles que tem a honra de ter a sua amizade. Um abraço e muito sucesso. Carpe Diem!!!!!

Para Lucilene: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=8630700841881363687

Dedicado a uma VITÓRIA muito Especial...

VEM PRA MEU MUNDO

Vem pra meu mundo
Pra que eu sinta teu calor
Teus carinhos e afagos

Vem pra meu mundo
Pra que a solidão seja apenas um distante
Uma palavra sem sentido

Vem pra meu mundo
Pra que ele se torne mais colorido
Não apenas com duas cores
Mas com as sete que se assemelham ao seu sorriso

Vem pra meu mundo
Pra que me tires o cansaço
Pra que ele (o meu eu) se torne mais leve

Vem pra meu mundo
Pra que não sejas tão só e somente
Uma idealização de meus devaneios

Vem pra meu mundo
Pra que eu me sinta completo e pleno
Invencível, insuperável e imbatível

Vem pra meu mundo
Pra que ele se assemelhe ao céu
Mas não um céu de vários anjos
Mas apenas de um que é você

Vem pra meu mundo
Pois só e somente, mas só assim
Serei grato e feliz ao seu lado
E seremos um só.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Volta pra casa...

"Está chegando a hora, é hora de partir. Me dá uma dor no peito ter que ir embora..."
Essa frase revela meu atual momento, meu momento de regresso para casa; mas não como faço a cada sexta feira do mês, onde espero o onibus que me conduz a minha cidade, conhecida como "Capital da Sulanca", para trabalhar todos os fins de semana afim de juntar uma grana e manter a minha vida de "Estudante Paraibucano" como muitos assim o fazem, mas dessa vez a minha volta é em definitivo.
A vida é feita de períodos e mudanças. As vezes me pergunto sobre quantos já fizeram essa pergunta "Quando vou voltar para casa?"; Minha hora está se aproximando (graças a Deus)!!!
Já se foram mais de oito meses desde que me tornei não um simples estudante de outra cidade, mas um desbravador; não de (re)descobrir uma terra (des)conhecida (muito pelo contrario pois quem não conhece a "Rainha da Borborema" ou a segunda "Capital do Forró"???). Me tornei um desbravador de emoções, onde por muitas delas se resumiram a momentos ora tristes, ora alegres (recentemente mais pela primeira opção).
A falta de uma qualificação profissional maior, estragada pela necessidade de me envolver na atividade predominante em minha cidade (que é a confecção) para pagar meus estudos anteriores, aliada ao "comodismo" em certos pontos me fizeram enxergar ainda mais a realidade: de que o ser humano só vale o que ele realmente tem, seja para outras pessoas devido ao dinheiro na carteira ou pela sua qualificação se for para se arranjar um trabalho.
Agora enxergo isso, e dói... como dói!!! Se sentir incapaz perante algumas situações, mas não é só isso que me incomoda, isso é o menor de meus problemas... O pior vem agora.
Depois de levar inúmeros "não é possivel por enquanto" ou "agora não posso por não ter tempo" de meus professores de curso, é hora de fazer um balanço de minha vida cotidina como "Estudante Paraibucano": saldo NEGATIVO.
Negativo por não conseguir me engajar em projetos de meu curso, tentei bastante isso, fui atrás de professores na área que realmente me interessa em Biologia e nada. Não consegui fazer minha monografia em Comunicação Social (que não estou estimulado a fazê-la pois de nada valeu financeiramente meu investimento de quatro anos de cadeiras universitárias e não tenho perspectivas de nada) por não ter tempo devido a estudar para as provas em Biologia, fora minha vida social que está resumida a poucos amigos tanto aqui em Campina Grande ou na minha terra.
Sou ser humano. Não sou de ferro; sou de carne, sangue, ossos e vísceras!!! Espero que minha volta para casa seja propícia, que me faça reaprender novas coisas, corrigir meus erros. Espero vislumbrar um futuro, coisa que, até agora, me foi negado por não entender qual é realmente o caminho certo a seguir, visto que tentei muitos até agora.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

É poder sem ter poder...

Essa frase bem paradoxal foi colocada ontem em reunião no meu curso de biologia; assunto: a criação de um CA (Centro Acadêmico) na turma da noite que atualmente conta sem nenhuma representatividade. Coordenações do diurno e noturno em pé de guerra, trocando acusações como se fossem duas crianças dizendo "Eu mando mais que você, eu tenho mais direitos", onde os mais prejudicados são os alunos (especialmente nós do noturno).
Sei que o movimento estudantil hoje se tornou uma piada comparado ao de poucas décadas atrás, onde parece que o "capitalismo selvagem" ainda não tinha se "apossado" ou se "incorporado" do corpo dos alunos (saí capeta!!!!!).
Hoje vemos na berlinda muitos dos políticos que defenderam bandeiras como a da UNE, mostrando que davam suas vidas em nome da causa, Mas e agora??? Será que é impossivel manter a dignidade na nossa classe estudantil???
Tem gente que pergunta "o que é ser universitário e qual o seu papel perante a sociedade", onde observo por muitas vezes pessoas inertes, que estão lá naqueles bancos somente pra ganhar moral ou "status" perante família e amigos; só pra dizer "sou universitário, estou no curso de __________"; ou o utilizam como uma extensão da pobreza de espírito e falta de seriedade (é isso mesmo: pobreza de espírito e falta de seriedade!!!) do ensino médio, sem sequer desenvolover um projeto ou ir a busca de tal.
Vivemos num país engraçado, onde nos preocupamos mais com nosso umbigo do que com a realidade de nosso semelhante. Temos ainda poucos anos de média de estudo para maioria da população, quatro anos para homens e seis para as mulheres, mas já pararam pra pensar o quanto isso representa na realidade? Não dá sequer para sair do ensino fundamental, são pessoas que nem sequer tem condições de compreender um texto mais complexo; servem somente como "peões de obra" para pessoas mais afortunadas ou intelectualizadas.
Hoje o recém-formado passa muitas vezes pela falta de emprego em sua área (e olha que muitos dizem que ser universitário é ter um futuro garantido) por conta de um mercado saturado, pra mostrar o quanto nosso país é deficiente e desigual até com quem tem chances de estudar e de dar riqueza para a nação.
Temos que nos ater a questões importantes, olhar e valorizar nossa universidade, buscar sempre coisas melhores para ela e para nós, não encará-la como uma extensão da pobreza de espírito e falta de seriedade (como citei antes) pois assim seremos todos beneficiados, tanto quem conseguiu chegar lá, quanto quem (infelizmente) não teve oportunidade. Somos 6% da população, mas por falta de consciência e coerencia, ainda ser universitário "É poder sem ter poder..."

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Como é bom ser querido...

Sabe aquelas horas em que você olha para um lado e para outro se reclamando de seu dia querendo que ele terminasse logo??? Pois é, estava eu ontem. Não que eu esteja sempre deprimido ou triste, loge de mim. Hoje estou muito feliz, mas os motivos disso contarei em outra oportunidade.
Ontem a tarde estava eu a me reclamar da casa, do meu dia anterior na universidade, do meu curso que não me estimula, na dor em meu joelho e tornozelo esquerdos devido ao acidente de moto que sofrera a 18 dias antes de publicar esse texto quando de repente chega-me uma visita. Mas não era uma visita qualquer, mas sim de uma menina na qual gosto muito, onde sempre que ela chega, aparece a frase "temos sempre algo para contar". Essa frase poderia ser sempre utilizada quando sempre estamos juntos, mas a partir de agora vou utilizá-la de forma bem mais constante.
Já estava dando perdido o meu dia, mas um certo anjo veio me salvar (e cuidar de mim até), fazendo com que aquele pouco mais de três horas fossem as mais agradáveis possíveis.
Se eu tivesse o poder de diminuir o tempo igual aquele comercial de Helmans Light, poder dizer "viva a vida mais leve", faria com que aqueles 200 minutos rendessem por horas, quiçá dias até.
Uma boa conversa, uma troca mútua de carinhos, o valor pela amizade e outras coisas a mais que só aqueles amigos de longa data possuem, sem se importar com compromisso ou qualquer ponteiro de relógio que lembrem as horas ou os minutos.
Ah se eu tivesse o poder de diminuir o "senhor da razão"... mas uma coisa é certa, foram as horas mais felizes dentre muitas outras que já viví; Glauciene, te devo mais essa!!!!
Terminarei esse texto como comecei esse título: "Como é bom ser querido..."

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Saco Cheio

Sabe aqueles dias ou semanas que começam em que parece que você se acorda, como é que se diz... "com o pé esquerdo"?
Pois é... esse foi um desses períodos. A começar pela segunda-feira (31/03), quando por culpa de um maldito relógio que teima em atrasar, me fez sair atrasado e perder meu onibus para viajar e ir a faculdade. Isso é o de menos, deu pra relevar (eu poderia viajar logo cedinho no outro dia), pois o pior me aconteceria no dia seguinte.
"Expectativa", segundo o dicionário significa "esperança baseada em supostos direitos, probabilidades ou promessas", mas como uma simples palavra pode significar muita coisa, em especial quando se trata de PROMESSAS (definição: Ato de prometer algo a alguem). Agora explicarei o porque de destacar esses dois termos.
Após uma noite mal dormida (apenas três horas de sono) na expectativa de chegar cedo a Campina Grande, pois tinha uma promessa de reunião marcada na universidade relativo a um projeto a tarde. As 14:30 estava marcado o compromisso, só não contava com a conjugação do verbo "esperar" (na primeira pessoa do pretérito e singular).
"Então eu sentei e esperei, resolvi desprezar o tempo", essa frase da música "Sobre o tempo", da banda gaúcha Nenhum de Nós caiu como uma luva nesse contexto pois eu esperei, esperei, esperei muito, mas não pensei que fosse por tanto tempo assim, mais precisamente duas horas. E não foi por falta de aviso, pois hoje em dia como o celular pré-pago te deixa na mão nas horas mais impróprias, nem sequer pude ligar para o professor avisando que lá estava eu na universidade. Como não liguei, avisei mandando um SMS.
Mas penso o seguinte, quando se promete algo a alguem e não se pode cumprir, se avisa com antecedencia a outra pessoa que não poderá estar presente, já pra evitar a tal palavrinha "expectativa". Quando me recordo de uma frase em um determinado programa de TV que dizia "se quer ser um universitário diferente, vá atrás de projetos", fiz e assim o faço.
Depois dessa lembrança, me remetí a aquele bordão "Pavio Loooooooooooongo!!!!!" que passa sempre no quadro em que a personagem Valentina (do programa Zorra Total da Rede Globo) fala antes de contar que fez um barraco, mas não deu. Vontade de fazer um "barraco" não faltou, mas tive que me conter.
Desrespeito, é isso que acho o que fizeram comigo, mas tenho que relevar, pois ter que depender de outras pessoas significa abnegar muitas vezes de sí mesmo e de sua dignidade.